Página de assuntos diversos: conjuntura, sociedade, política, cultura, literatura, comunicação, educação, internet, caricaturas, charges.

O povo nas ruas reinvidica mudanças na estrutura social e política do país.

Informações e opiniões diversas sobre o Equador


Não deixem de dar um olhada na seção que recolhe algumas caricaturas que o dono do pedaço vem realizando esporadicamente e que foram publicadas em diversas publicações.

Arquivo de peroratas:

Não dando o braço a torcer

Esse pessoal que não consegue enxergar as andanças equivocadas do PT pelo poder central, que teima em defender o lulopetismo e atacar tudo que sejam averiguações, denúncias, processos, condenações, pessoas que não comungam da seita, se aliam de um lado, como se fazia nos tempos da guerra fria. Naqueles tempos, em que de um lado estava Estados Unidos e países amigos e satélites, e do outro União Soviética, e idem, idem, países, partidos, grupos e pessoas se fechavam corporativa e politicamente em torno dos seus, fazendo vista grossa a toda e qualquer irregularidade, desde que fosse funcional aos propósitos de se contrapor ao outro lado. Assim, Estados Unidos tinham suas ditaduras amigas e financiadas, como Brasil, Chile e um grande etcétera. O outro lado, idem e idem. Era a geopolítica em seu estado puro e bruto.
Na atualidade, podemos verificar isso na Síria, caída nas malhas da geopolítica internacional, entre os mesmos agentes do passado da guerra fria, Estados Unidos x Russia, herdeira da União Soviética.
Então, o que se vê no Brasil, do lado do lulopetismo e seus satélites, é o equivalente dessa geopolítica, aqui encarnada na medíocre polarização, do "nós contra eles", tudo subsumido na luta entre esquerda e direita, com um fulcro partidário e eleitoral. Isso explica, por exemplo, que "intelectuais" assinem manifestos para preservar seus bandidos de estimação, porque há uma causa por trás, que é a do enfrentamento da direita.
É o popular não dar o braço a torcer.

Jornalismo medíocre

A cobertura da política no país que fazem os blogs chapas-brancas é simplesmente medíocre. Está bem, também somos pela quebra dos monopólios de informação, dessa concentração de meios nas mãos de contadas e poderosas famílias, o bom mesmo é a diversidade e tudo o relacionado, com o que a democracia só tem a ganhar. Mas com essa mediocridade imperante no que seria um jornalismo alternativo temos nossas dúvidas se daremos conta dessa diversidade, ou vamos ter meios à altura dela.
Porque a questão não é simplesmente de ter meios governistas para defender os poderosos de plantão, como no fundo é o que está reclamando essa gente que criou, por exemplo, a sigla do PIG para bater nos meios tradicionais, que por sua vez batem no governo.
A constatação é essa, o jornalismo que faz, digamos, essa imprensa alternativa (que saudades da imprensa alternativa mesmo de tempos atrás!) é de uma mediocridade espantosa! Só sabe defender o governo e empobrecer o debate político.



Notas anteriores >>

Não é a política que está morrendo aqui e em metade do mundo, porque sem ela não há democracia e nos degolaríamos vivos. Seria como voltar para a floresta. O que está morrendo é uma maneira de governar de costas para a sociedade, pensando apenas em tirar proveito dos privilégios que o poder oferece. (Juan Arias, em É urgente un novo Brasil, em El País)








É interessante notar, hoje, que a Igreja Católica tem mais facilidade em discutir o dogma da “infalibilidade papal” do que o PT em pôr em pauta eventuais “erros” – falar em “crimes” seria pedir demais – cometidos pelo seu líder maior. O Vaticano até convive com a ideia de um papa que erra. O PT, parece que não.  Eugênio Bucci, em artigo no jornal O Estado de S. Paulo.


Até quando a esquerda brasileira vai continuar sócia do imenso fracasso que é o socialismo do século 21 e da promiscuidade com uma empreiteira que confessou, de público, um lote impressionante de maracutaias? Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo.


A do petismo e aliados está velha, ultrapassada, sem conexão com o que sustenta a democracia

Artigo de Alberto Aggio que discute a esquerda na atualidade brasileira e faz alguma indicação do que se espera de certa esquerda.


Uma escola sem divisão por ciclos de ensino, sem turmas, sem aulas, nem testes. Uma escola onde os alunos aprendem e onde são felizes. É esta a escola que o professor José Pacheco defende.​ Entrevista ao site português Observador.


Artigo publicado originalmente no The New York Times, que dedica seção especial ao centenário da Revolução Russa e no Outras Palavras, com tradução de Antônio Martins.


Como e porquê Levy e Meirelles quebraram o Brasil

Na ausência de terremotos, tsunamis, peste negra ou bombardeios da OTAN, a crise é o desastre “natural” necessário para o desmonte do pouco que temos de estado de bem estar social. José Luis Fevereiro, no blog De Canhota!. ​


Decálogo do rinoceronte

Calcado na peça "O Rinocerante", de Eugène Ionesco, Conrado Hübner Mendes se refere a nossos tempos atuais, em que viceja um proto-fascismo, de cínicas falácias políticas, de imposições de força e violência. De imposição de "verdades".


RESPEITAR E ACOLHER O SENTIMENTO DE INDIGNAÇÃO DA POPULAÇÃO

É possível falar sobre corrupção a partir da esquerda?

A esquerda se distanciou ainda mais do sentimento geral da população, entrando numa hipertrofia discursiva isolacionista e vitimista, na qual fala de maneira compulsiva e desesperada para cada vez menos pessoas, atribuindo seu fracasso apenas à ação de agentes externos​. Pablo Ortellado, no Le Monde Diplomatique Brasil.


'Fizeram da ocupação democrática do Estado um negócio privado que legitima a volta do neoliberalismo como solução'

Ao fazer a análise geral da crise, tanto política como econômica, Giuseppe Cocco é implacável com os desígnios tomados pelo PT nos últimos anos, especialmente após 2013, e critica o fato de a Operação Lava Jato, e também um aparelhamento da máquina pública com traços mafiosos e fisiológicos, não ser melhor absorvida em setores da esquerda radical, socialista, autonomista, anticapitalista ou alguma outra variante. Entrevista de Giuseppe Cocco ao Correio da Cidadania.


Bob Dylan

Literatura para os ouvidos

Academia Sueca divide opiniões ao conceder o Nobel ao músico americano e acirra discussão sobre relação entre poesia e canção. Bolívar Torres, em O Globo.


O que fazer para revitalizar a esquerda

O que fragiliza a esquerda não é a existência da direita e do conservadorismo na sociedade brasileira. O que fragiliza a esquerda é ser confundida com a geleia geral do lulismo, pagar por erros e desvios dos governos petistas e ser complacente com esse espólio abominável despejado nas costas dos trabalhadores e do povo. Precisamos retomar a iniciativa da luta política sem reproduzir erros do passado recente. Hamilton Octavio de Souza, no Correio da Cidadania.


É preciso ter controle sobre notícias falsas na internet, afirma estudioso

Luciano Floridi, professor na Universidade de Oxford, prega algum controle sobre as notícias falsas que circulam na internet. Assim como em praça público ou no trânsito não fazemos o que quisermos, na internet também há que ser assim, diz o professor que pesquisa o que chama "filosofia da internet". Entrevista publicada na Folha de S. Paulo.


Entrevista especial com Salvador Andrés Schavelzon

Em seu microcosmo, a esquerda fala para si mesma, sem uma real conexão com a sociedade

As maiorias e as classes populares subalternas ou votam na direita ou não votam; esse é um fenômeno importante dessas eleições. Cada vez mais a esquerda é uma expressão da classe média progressista. Salvador Andrés Schavelzon, em entrevista ao IHU-On-line.


RECONSTRUIR A ESQUERDA

Um balanço crítico da experiência histórica e algumas ideias para o futuro

O filósofo Ruy Fausto, em extenso artigo na Revista Piauí, analisa criticamente a esquerda, suas anomalias e como tem perdido espaço não só no Brasil mas no mundo. E traça um programa para o que fazer.


PEC 241: 'Temer deve manter as transformações estruturais fragilizantes dos governos do PT'

O povo brasileiro é o principal responsável pelas suas escolhas equivocadas. Assim, quando sofrer as consequências da PEC 241, deve escutar a música Não fui eu (Paula Fernandes) e refletir sobre suas escolhas: Ei, escuta, tudo nessa vida tem seu preço. Escuta, se chegou a hora de colher o que plantou. Você mesmo quem regou, não fui eu. Não fui eu. Reinaldo Gonçalves, em entrevista ao Correio da Cidadania.